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Dinheirofobia X Sustentabilidade [Aula 4]

Dinheirofobia X Sustentabilidade [Aula 4]

Material Complementar da Aula 4 - Semana do Negócio Bem Sucedido e Sustentável

Este material foi criado e disponibilizado pelos especialistas da Casa Origem - criadores do primeiro restaurante lixo zero do Brasil.

Afinal, o que é dinheirofobia?

Termo cunhado, pela Nathalia Arcuri, da empresa Me Poupe!, que é o medo/tabu que as pessoas normalmente têm de falar sobre suas finanças com as outras pessoas, o medo de falar sobre dinheiro e consequentemente o medo de ganhar dinheiro.

Por que negócios de Sustentabilidade Criativa têm mais problema para cobrar?

Convencionou-se, sabe-se lá porquê, que quem quer o bem do mundo, que quem quer que todo mundo tenha acesso às coisas, que quem quer que seu negócio impacte o mundo positivamente, não precisa de dinheiro. 

3 PROBLEMAS PRINCIPAIS PRA GENTE CRIAR UMA LINHA DE RACIOCÍNIO:

PROBLEMA 1. MEDO DE GANHAR DINHEIRO: quando um negócio sustentável de verdade passa a existir, nasce junto o medo do público confundir as reais intenções dos inventores e participantes desse negócio; existe o medo de acharem que o seu propósito, a sua razão de ser,  é agora ganhar dinheiro ao invés de gerar menos impacto ambiental e mais impacto social => aqui partimos do pressuposto que ganhar dinheiro é mau, é sujo, afinal a maioria da classe média cresce ouvindo que gente rica não faz nada, que quem tem dinheiro é porque é herdeiro e esse tipo de coisa. Mas afinal, quantos reais por ano uma pessoa rica ganha? O que é uma pessoa rica? Um milionário, um bilionário entra na mesma categoria que nós "reles mortais”? Não. Existe uma diferença estratosférica entre bilionários e a classe A, B, C, D e E. 

Vamos ver a definição das classes sociais pelo IBGE em 2020 no Brasil: 

Como o salário mínimo atual é de R$ 1.045, pertence à classe E todo mundo cuja soma de todos os rendimentos da família for de até R$ 2.090.

Na classe D, estão as famílias que têm rendimentos entre dois e quatro salários mínimos. O que significa dizer que, se você e o pessoal da sua casa ganham juntos entre R$ 2.090,01 e R$ 4.180, pertencem à classe D.

Na classe C, estão as famílias com rendimentos entre quatro e dez salários mínimos. Ou seja, com rendimentos acima de R$ 4.180, mas até R$ 10.450. 

As famílias de classe B são as que tem rendimentos entre 10 e 20 salários mínimos, que ganham entre R$ 10.450,01 e R$ 20.900.

E os mais ricos do Brasil, que estão na classe A, são as famílias que têm renda somada de todo mundo da casa acima de R$ 20.900, acima de 20 salários mínimos.

PROBLEMA 2. CRENÇAS LIMITANTES: crenças limitantes são o que nos impedem de fazer coisas que somos completamente capazes, mas nossa cabeça, nosso cérebro não acredita que somos. Essas crenças não nos deixam realizar o que queremos, não nos deixa ter sucesso (lembrem que agora a gente já passou da fase de achar que sucesso é ganhar dinheiro, né? Estamos aqui falando em sucesso financeiro + sustentável, em fazermos coisas que sejam importantes e essenciais para cada um de nós).

Qual é o problema de negócios de impacto cobrarem, justamente, por seus ótimos produtos e serviços?

Nenhum. Pelo contrário: se o negócio cobrar corretamente, ele pode remunerar bem todos no processo, gerar pessoas com poder de compra, com poder de decisão e ainda assim melhorar o planeta por causa da sua existência.

A maior crença limitante do mundo da sustentabilidade é achar que não dá pra ser sustentável e querer um mundo mais justo e ganhar dinheiro. 

Quem ganha com essa crença? As grandes corporações que não estão nem aí para os problemas do mundo e, de fato, só querem o dinheiro. É EXATAMENTE POR ISSO QUE TEMOS QUE ELIMINAR A DINHEIROFOBIA DOS NOSSOS NEGÓCIOS E DA NOSSA VIDA, enquanto os grandes, que farão a transição para o mundo novo bem lentamente, estão focados no dinheiro antes de focar na sustentabilidade, nós estamos com dificuldades de acertar na cobrança. Isso termina agora.

Para quebrar crenças limitantes, temos que passar pelos 4 estágios da competência:

  1. incompetência inconsciente;
  2. incompetência consciente;
  3. competência consciente
  4. competência inconsciente. 

Para quebrar a crença limitante que nos impede de usar o dinheiro como ferramenta a nosso favor, precisamos urgente chegar ao estágio 3 da competência!

=> Adapte isso pra qualquer área da vida, para quebrar qualquer crença limitante sua, para mudar qualquer hábito, foque no estágio 3 da competência.

=> entender as crenças limitantes da equipe que trabalha com a gente também é importante, para conseguir atingir os níveis de produtividades ótimos que falamos na aula 2.

PROBLEMA 3. DESVALORIZAÇÃO DO NOSSO TRABALHO: quando temos dinheirofobia, caímos na armadilhas como:

  1. dar desconto mesmo já oferecendo um preço justo pelo seu produto ou serviço;
  2. ficar explicando o porque do preço sem que o cliente tenha perguntado;
  3. acabamos querendo que seja o mais barato do mercado, mais ainda que produtos de inferior qualidade
  • EM TERMOS DE PRODUTO: considerar qualidade da matéria prima e insumos
  • EM TERMOS DE SERVIÇO: considerar o tempo de estudo, de experiência, didática, qualidade da entrega, tempo usado, etc.

Por que então nos desvalorizamos? 

Nós, que oferecemos produtos e serviços que mudam o mundo?

Nós, que queremos acessibilizar para que cada vez mais pessoas tenham acesso?

Nós, que queremos levar mais longe a filosofia do novo mundo, do bem viver?

Precisamos viabilizar cada vez mais negócios ecológicos e para isso a ferramenta DINHEIRO é importante nesse mundo de transição.

Vamos pegar alguns dados do tamanho do mercado de sustentabilidade, vamos ver como o mundo real se comporta em relação a isso:

A Pesquisa da Union + Webster aponta que 87% da população brasileira prefere comprar produtos e serviços de empresas sustentáveis. Destes, 70% também afirmaram que não se importam em pagar um pouco mais por isso. Outra pesquisa, do IPEC, constatou que 72% dos consumidores brasileiros não aguentam mais receber plástico descartável no delivery.

Existe um mundo a ser descoberto pelo mercado! Os grandões estão pensando nesse mercado com esse olhar: bora entrar nesse rolê, injetar dinheiro e ganhar lá na frente!

Agora vamos citar alguns exemplos reais de grandes empresas entrando no ramo da sustentabilidade sem estar ligando a mínima pra ela (isso é o famoso greenwashing, temos 2 textos um feito por nós da Casa Origem e outro pelo Thales Dantas, lá na comunidade falando só sobre greenwashing e como evitar cair nessas ciladas):

Exemplo 1: a OMO, que é do conglomerado Unilever que não tem nada de sustentável, com sua nova embalagem feita de papel com uma resina secreta por dentro. 

Exemplo 2: os créditos de carbono e a neutralização de carbono, bem como o boom das ESG no mercado financeiro. O boom das empresas com foco em ESG (em português quer dizer cuidados com o Ambiental, Social e de Governança) mostra que o mercado global está cada vez mais ficando sem desculpas para olhar de fato para a sustentabilidade de verdade, que considera a raiz dessa palavra: SUSTENTAR, porém ainda está falhando rudemente quando analisa isoladamente as coisas, sem pensamento sistêmico (lembra que falamos na primeira aula sobre pensamento sistêmico?), achando que se plantar algumas árvores em algum lugar do planeta vai neutralizar o carbono gasto nas suas produções. Isso não existe gente, o processo de neutralização de carbono é muito mais complexo e nunca deveria ser usado para neutralizar impactos gigantescos como essas indústrias de conglomerado geram!

Exemplo 3: as empresas JBS, BR FOODS e MARFRIG, as gigantes frigoríficas, investindo em carnes vegetais, em produtos ultraprocessados à base de plantas. 

Por que eles estão fazendo isso?

Por um mercado de 34 bilhões com previsão de chegar em 74. E você com medo de cobrar, de forma justa,  pelos nossos serviços?

Desvincular o pensamento limitante! Para ter mais segurança na hora de cobrar, é importante ter uma estrutura de custo coerente com a realidade: precificar corretamente envolve analisar as horas trabalhadas, desde a criação, planejamento até a execução dos serviços e produtos, analisar o valor que é entregue, o impacto que é gerado direta e indiretamente.A sobrevivência do seu negócio revolucionário depende disso, a gente não pode deixar que o preço errado impeça ele de prosperar!

O que é indispensável considerar na estrutura de custo da Sustentabilidade Criativa:

  1. considerar preço de matéria prima e insumos;
  2. taxas e impostos, todas mesmo
  3. custo de mão de obra bem paga
  4. custo de estrutura física
  5. LUCRO. SIM! Lucro é importante para reinvestimento estrutural, reinvestimento em campanhas ou para caixa e também para distribuir, de forma justa, entre os sócios.

NÃO CONFUNDIR PRECIFICAR CORRETAMENTE COM VENDER CARO PRA FAZER FORTUNA E ELITIZAR O PRODUTO/SERVIÇO => a lógica é a seguinte: se teu produto tem os valores que vc considera essenciais, tem os custos de fabricação e tudo mais e ele custa tal preço, mas vc achou caro, como faz pra baratear? O teu negócio vai pagar a diferença? Alguém vai ter pagar… O segredo está em escolher direito o teu público e vender pra ele no preço justo.

Qual é a margem de lucro justa pra se cobrar em um negócio de Sustentabilidade Criativa?

Depende. Primeiro que cada produto ou serviço pode ter margens diferentes, dependendo do trabalho que dá, do esforço cobrado e da quantidade que é vendida. Segundo, depende principalmente do seu público. Se teu público aceita e tem condições de pagar mais pelos valores que você oferece, por que não melhorar sua margem de lucro nesse produto e usar o dinheiro para melhorar ainda mais o teu impacto enquanto negócio? Já se teu público não aceita e não tem condições, diminua a margem, acessibilize e trabalhe para ganhar na quantidade. O lucro pode ser de 10% a 50%, depende principalmente desses dois fatores que falamos. 

Esse é um cálculo que precisa ser feito com cuidado e bastante precisão, considerando os elementos que falamos ali em cima.

Feito isso, por que não usar a ferramenta chamada dinheiro pra mudar o mundo?

 

CONCURSO DO POST DE HOJE SERÁ AQUI NA NOSSA COMUNIDADE!! Quem não se cadastrou vai lá, se cadastra, faz o seu perfil bonitinho e cria um texto falando sobre sua relação com a DINHEIROFOBIA e a SUSTENTABILIDADE, conta pra gente se você passa por esse mal e como essa aula de hoje já te ajudou a abrir os olhos pra mudança!

Se quiser ser assim, 200%, bate um print depois de publicar o texto, posta nos stories e marca a gente @casa.origem, a @transcriativa e a @MEPOUPENAWEB com a hashtag #dinheirofobiaesustentabilidade

 

MATERIAL COMPLEMENTAR:

Livros:

  • Me Poupe! Os 10 passos para nunca mais faltar dinheiro na sua vida.

Referências:

  • Karin do Instagram @por_favor_menos_lixo 
  • Lívia do Instagram @transiccoes_ecológicas

Links:

Consulte este material sempre que precisar e use para mudar a sua realidade e a do mundo!

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Um canal que traz a #criatividade como ferramenta estratégica para empreender @transcriativa

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