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3 aprendizados de 3 anos do 1º restaurante lixo zero do Brasil.

3 aprendizados de 3 anos do 1º restaurante lixo zero do Brasil.

Sempre nos perguntam: qual o maior desafio de se ter e manter um negócio do futuro? Qual a maior dificuldade que a Casa Origem teve para chegar até aqui? 

Além das comidas deliciosas (como essa da foto), gostamos de responder que o desafio número 1 é sensibilizar e educar os clientes, fornecedores e a nossa própria equipe para os problemas socioambientais reais que vivemos e, pra conseguir superar esse desafio com maestria, selecionamos 3 aprendizados e 1 bônus pra cortar o caminho pra quem tá lendo esse texto.

São 4 dicas úteis de uma empresa que começou da vontade de fazer o que todo mundo duvidava ser possível. Uma empresa que faz nova economia na prática: signatária dos ODS, certificada lixo zero, agroecológica e desperdício zero.

  1. Tome um tempo para pensar o que você quer que essa empresa faça. Esse tempo pode ser de 1 semana, onde todos os dias você vai pensar o que você pode fazer e todas as possibilidades que existem nessa bolha.

  2. Deixe ideias morrerem. Não perca oportunidades por medo de perder oportunidades. A gente explica: quando não estamos bem certo de qual modelo de negócio seguir ou de qual direção tomar, acabamos querendo abraçar tudo de uma vez só: vender em ponto de venda; fazer delivery; venda presencial; e quando se faz muita coisa com pouco recurso, as coisas podem ficar mal feitas. Escolha as suas melhores ideias e vá fundo nelas, você dá conta.

  3. Um projeto, uma empresa não se fazem sozinhos. Você vai ter alguém pra ajudar e pra isso é necessária muita comunicação boa e auto conhecimento. Saiba seus pontos fortes, seus pontos a melhorar e como você se sente em relação às coisas. Comunique, seja transparente, isso encurta caminhos!

  4. DICA BÔNUS: PRECIFIQUE! Seja produto ou serviço: pesquise quanto algo parecido custa no mercado e vá entendendo o valor que o seu projeto oferece. Comece cobrando o valor que tem algo desconhecido e novo, entenda que no início o seu valor vai ser mais baixo. Aprenda a desenvolver esse valor e entenda de uma vez por todas: quanto mais bem o seu serviço fizer pra sociedade, mais valor ele terá.

>> Esse valor a gente chama de Subjetividade Integrada, que é quando você chega num ponto em que consegue medir o intangível que sua empresa gera pelo impacto em outras pessoas e empresas.

Tenha em mente que negócios revolucionários precisam se manter em pé e para isso, precisamos estar de olhos abertos para a realidade. Os grandões não vão desistir e nós, que somos pequenos mas somos muitos, seremos mais fortes. Negócios sociais geram renda e valor e precisam pagar bem quem se dedica a isso e investir na melhor remuneração de todos no processo é fomentar uma cadeia justa de produção.

É muito comum a dificuldade em cobrar por um serviço que traz um benefício para a sociedade – quem traz consigo aquela vontade de mudar o mundo já sentiu em algum momento que não saberia como cobrar por esse serviço. Mas pessoas originais e inconformistas com o estado do mundo também tem boleto pra pagar e precisam ser remuneradas por usar suas habilidades no mundo - tenha isso em mente.

Negócios pautados na sustentabilidade já vêm com estigma de fazerem isso por serem "bonzinhos" ou "fofos". Esse pensamento é (e sempre foi) atrasado. A sustentabilidade é a base de uma empresa que quer perdurar para o futuro e sabe que depende dos recursos da Terra para continuar aqui. 

Está na hora de reivindicar nosso espaço no mercado. Ou lideramos nossa entrada e permanência, ou não haverá futuro.

Seja parte da solução.

Abração,

Jo.

 

 

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Somos uma ferramenta de transformação social e ambiental no mundo. Acreditamos que a comida pode - e vai - transformar a sociedade.

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