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Vamos falar de tempo

Vamos falar de tempo

 

Esse sempre foi um conceito muito subjetivo, de horizonte muito pessoal, regido por seu momento de vida, prioridades e objetivos pessoais.

Eu já sabia disso (intrinsicamente apenas) mas por vir de uma formação que busca sempre pelo exato foi o caminho natural procurar pela orientação racional do tempo em minhas escolhas pessoais e profissionais. 3 anos atrás tudo começou a mudar.

Me transformei na pessoa para quem as pessoas começaram a perguntar: “O que é longo prazo?”

Minha resposta mais óbvia ainda diretamente vinculada a minha formação e ao modus operandi como pensava até então expurgavam: “2 anos” (Esse é o tempo quando falamos de finanças onde você paga menos impostos e/ou busca diluir seu risco). Mas a verdade é que nem eu mesmo estava devidamente convencido dessa regra do mercado.

A cada novo investidor que eu abordava ou que nos descobria percebi minha definição de tempo se transformando e questionando além da quantificação dos prazos, a sua importância também.

 Por que pensar no longo prazo? Isso vai influenciar a forma como você lida com o curto prazo? Algo diferente acontecerá se você planejar o amanhã e materializar no hoje?

A resposta para essas perguntas eu ainda não descobri, pelo menos não com uma objetividade a que meu trabalho e meus investidores me demandam. O que descobri por outro lado é que quando pessoas fixam objetivos e passam a construir os mesmos ao longo do tempo a busca pelos seus propósitos tende a ficar mais leve, orgânica e prazerosa.

Nessas circunstâncias o que sempre me vem à cabeça é a relação entre construção de riqueza e liberdade financeira. Novamente ambas as definições muito subjetivas a cada um, mas o que importa é ser perceptível que a segunda só é possível através da primeira. Chame como quiser (poupança, reserva de emergência...) é esse primeiro degrau do curto prazo (hoje), que te alça a um novo patamar onde você consegue ter a estrutura para viver sem, ou pelo menos minimizadas as preocupações com o longo prazo (amanhã).

Uma possível verdade, é que não é possível pensar lá frente sem pensar no agora, enquanto o contrário deveria ser o mais leve e natural possível (não confundir com esquecido).

Depois de alguns anos estudando a dinâmica do valor no tempo, hoje continuo acreditando que os clichês se provam cada vez mais assertivos na ideia de viver com vontade o agora, com toda sua plenitude e experiências que ele possa proporcionar. Mas não concordo com a ideia de viver sem pensar no amanhã, porque é pensando e tornando em um hábito saudável a construção da sua riqueza (seja ela qual for) que o amanhã torna-se mais leve e menos duvidoso, tornando mais possível ainda viver o hoje na sua essência.

 

Transformação Criativa
Bruno P Güttler
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Falo muito sobre grana e investimentos no meu dia a dia. Mais do que isso busco passar os caminhos mais certeiros e saudáveis, sempre no modo "open minded", cultivando humildade para saber que tudo muda e o mercado é soberano. Vamos juntos!

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