[ editar artigo]

Tô chegando agora e já quero saber: Quem é você no rolê da Diversidade & Inclusão?

Tô chegando agora e já quero saber: Quem é você no rolê da Diversidade & Inclusão?

Saudações!

Tô chegando agora na Transcritiva, essa comunidade incrível que quer mudar o estado das coisas por meio do borogodó dos brasileiros. EU SIMPLESMENTE AMEI ISSO!!!

O meu borogodó é Diversidade & Inclusão. É o que me faz levantar da cama todos os dias para dar minha contribuição ao mundo e ajudá-lo a ser um lugar onde todos possamos realizar e nos realizarmos sendo quem somos, com tudo o que nos compõe; nossos diferentes corpos, crenças, raças, origens, escolhas, trajetórias. Com as características que nos fazem ser quem nós somos. Esse é o meu ‘mudar o estado das coisas’.

Eu faço isso no universo corporativo há 20 anos, mas descobri logo cedo que são as pessoas que fazem tudo acontecer (ou não acontecer). Então, meu interesse é nelas e, aqui na comunidade, meu interesse é em você.

O que eu quero por aqui? Quero ser um canal à disposição da sua mente e do seu coração e mostrar que o meu borogodó pode estar a serviço do seu e vice-versa.

Eu tenho estado particularmente celebrativa nos últimos tempos porque o tema nunca esteve tão presente na vida das pessoas.

O assunto é pauta de todos os fóruns, ambientes e relações que nos permeiam. Seja durante um jantar em família, no churrasco de domingo, na mesa do bar com os amigos (ou em tempos de pandemia, num happy hour on line), nas atividades escolares das nossas crianças (Thanks God!), nas campanhasa publicitárias, na agenda das organizações e, claro, nos dilemas do cotidiano – que são muitos. O fato é que Diversidade & Inclusão chegou pra ficar (sim, no singular porque são duas palavras  interdependentes que formam uma só força) e está ganhando cada vez mais importância na sociedade.

É um tema quente, potente e desafiador. Tão desafiador que causa diferentes reações nas pessoas e demanda diferentes esforços e caminhos para gerar sentido, interesse e engajamento – tudo o que é necessário pra que seja valorizado, internalizado, e a transformação nos ambientes e no comportamento das pessoas aconteça.

Durante toda a minha jornada, compreendi a legitimidade dessas reações. Elas são fruto de diferentes níveis de interesse, envolvimento e entendimento de cada pessoa sobre o assunto.

Didaticamente eu categorizei essas reações em quatro perfis:

ENTUSIASTAÉ aquela pessoa que se conecta de graça com o tema e que sonha grande. É curiosa, tem ‘aquele brilho nos olhos’ (como essa menina linda da foto) e vê um horizonte de possibilidades. Encara os desafios como grandes oportunidades e começa a agir imediatamente pra mudar o status quo. Questiona o que lhe é estranho, estuda o assunto, não mede esforços para influenciar outras pessoas e celebra as grandes e pequenas conquistas. Você vai ouvi-la falar: Que demais! Tá mais do que na hora de olhar pra esse assunto! Como eu posso ajudar? Que tal fazermos isso...? Por que não fazemos aquilo...? Como estou aprendendo coisas novas e importantes!!!! Vamos comemorar!!!!

CÉTICADesconfiada, muitas vezes incrédula, a pessoa cética lança esse olhar quando indagada. Costuma duvidar de tudo o que pode mudar o status quo, principalmente se tal mudança demandar conhecimentos e habilidades não disponíveis de maneira comprovada ao contexto. É uma pessoa com os pés cravados no chão e que sempre tem um pormenor, uma circunstância de alerta. Sua primeira conduta é resistir, principalmente ser o tema estiver ‘pop’ no seu ambiente (o que geralmente acontece). É necessário muito esforço para convencê-la.  Você vai ouvi-la falar: Isso não vai dar certo! Porque isso agora? Muito bonito no conceito, mas na prática não funciona. Veja bem..., você têm certeza disso? Qual a garantia de que isso vá dá certo? Me convença! Cuidado!

APAVORADAEsqueceram de mim! Essa é a sensação da pessoa apavorada quando se depara com o tema, entende que será envolvida (ou acabou de ser) e não se sente apto para dar todas as repostas que ela acredita que deverá dar . Quando é abordada, apresenta suas dúvidas com muita preocupação e fica visivelmente intimidada.  Você vai ouvi-la falar: E agora? Mais isso pra eu me preocupar? Não vou dar conta de tanto mimimi! Não vou poder falar mais nada, porque vai ofender alguém? Eu sempre agi assim e nunca foi problema! Como vou saber se estou agindo certo? 

PERDIDAEssa pessoa é mais ou menos como o personagem Patropi da Escolinha do Professor Raimundo e seu popular bordão 'Sei lá entende?' (se você tem mais de 35 anos, sabe quem ele é). Ela não tem a mínima ideia do que está acontecendo. Fica surpresa quando é abordada e geralmente não tem opinião sobre o assunto ou pensa sobre ele pela primeira vez no exato momento que é abordada. Você vai ouvi-la falar: Diversidade e o que? Inclusão de quem? Não é mais todo mundo igual? Nunca tinha pensado nisso! O que isso tem a ver comigo? Ah é, temos um projeto de diversidade aqui? Há quanto tempo? Não tô acompanhando...

São perfis muito diferentes e muito presentes nos ambientes onde eu circulo. Eu sempre oriento as pessoas a tentarem se conectar com algum dos perfis. E proponho pra você esse exercício. Se pergunte:

"Com qual perfil eu mais me identifico? Quais frases se assemelham mais com as que eu falo naturalmente sobre o assunto?"

É importante que você se reconheça nessa 'brincadeira' pra começar a refletir de maneira mais assertiva.

Dentro de uma empresa, a sua resposta vai dar o tom pra os movimentos que você vai fazer, a partir daquilo que a empresa está fazendo, do que ela espera e vai exigir de você. Fora do universo corporativo, o movimento é o mesmo, mas a intensidade vai depender do quanto o tema tem relevância para você ou foi colocado à fórceps no seu contexto e você tem que, inevitavelmente, lidar com ele.

É um exercício simples, mas partir dele, você passa a se relacionar com o assunto sabendo como se sente. Assim, saberá o que precisa e quer aprender, como se desenvolver e contribuir na sua área de influência. Mas o melhor é que, fazendo este movimento você vai descobrir se e o que Diversidade & Inclusão tem a ver com você e o seu borogodó. 

Não há um perfil melhor ou pior. Por mais que a gente se reconheça em um dos tipos, todos temos um pouco dos quatro e nos conectamos mais ou menos com cada um de acordo com o nosso momento, contexto, necessidade e disponibilidade, em meio à tantos outros assuntos que chegam e demandam nossa atenção.

Eu, obviamente, eu sou uma entusiasta. Mas o tema evolui tão rápido, que às vezes me sinto meio perdida, obsoleta e, não raro, me pego apavorada... Já me pequei várias vezes me perguntando: O que é isso? Há quanto tempo isso tá na pauta? Meus Deus, como não sabia disso?

E não pense que o ceticismo não dá suas caras por aqui. Confesso que muitas vezes ele é útil para aterrissar minhas viagens entusiastas que precisam amadurecer para serem realizadas. Mas como a vida, o movimento de Diversidade & Inclusão é dinâmico, surpreendente e muitas vezes desconfortável. Desafia as minhas certezas e absolutos e joga na minha cara os preconceitos que moram dentro de mim (que são muitos). Por vezes eu me pego resistindo, criticando ou duvidando quase que veementemente de algo que me causa estranhamento. Até começar a me observar e questionar de onde estão vindo tais resistências... aí me permito relaxar, buscar, vivenciar, aprender e retomar o meu ‘rolê’, como entusiasta que sou.

Eu cheguei por aqui pra somar e pra dividir, pra partilhar e acolher. Por isso, eu quero muito saber quem é você no rolê da diversidade e dizer que você pode contar com o meu borogodó! Eu tô contando com o seu.

Um abraço caloroso!

Vivi ;)

Ps.: Se você não sabe o que é borogodó, dá um pulinho nesse link.  https://transformacaocriativa.com.br/masters-of-borogodo/qual-o-nivel-do-seu-borogodo-1

 

 

 

Transformação Criativa
Viviane de Araújo
Viviane de Araújo Seguir

Consultora empresarial, escritora, empreendedora e mãe. Ajudo as pessoas a ampliar o olhar sobre diversidade e desenvolver competências para tornar o mundo mais inclusivo.

Ler conteúdo completo
Indicados para você