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Qual o sentido de experimentar se a Terra parou?

Qual o sentido de experimentar se a Terra parou?

 

Liberar a expressão criativa pode ser considerado um dos objetivos máximos desse blog.

Inspirar a liberação de talentos das pessoas é uma das coisas que mais me inspira. É matemática simples: ao buscar inspirar o outro, inspiro-me também.

Estamos nesse mundo para experimentar, acertar e errar, aprender, evoluir. Ficar estacionado e não expressar seu potencial é perda de vida. E nada pode te impedir. Só você mesmo ...

 

Mitos foram feitos para serem derrubados

Uma grande parte do desafio está na crença do mito de que pessoas criativas nascem criativas.

Encontrei (em uma apresentação de slides creditada a Wallner Marc Eric) um trecho que traduzi e considero ser adequado para reforçar o que quero dizer:

"Muitas pessoas têm a percepção da criatividade como sendo uma coisa genética e que não é acessível a todos. A criatividade, no entanto, é a coisa mais provável que pode ser encontrada em qualquer pessoa. Embora não venha naturalmente, qualquer um pode desbloquear o potencial criativo da mente. E ao usar as ferramentas certas, você será ajudado em obter sua expressão criativa". (*1)

Pesquisas recentes mostram que criatividade é uma questão comportamental e não um dom que nasce com a pessoa. E uma vez comportamental, ela pode ser despertada e desenvolvida.

É claro que o ambiente familiar ou de mundo em que você cresceu influencia diretamente no despertar de sua criatividade. Mas ela sempre esteve dentro de você. Apenas foi incitada a se manifestar em determinado momento (ou necessidade) da vida.

 

Roteiristas conhecem bem a natureza humana

Temos a tendência de nos envolver com as atividades cotidianas e sermos tragados nessa afluência. Mesmo assim, podemos ir nos treinando para captar oportunidades criativas, deixando algo como luzinhas acesas em um segundo plano. Dessa forma, quando as oportunidades tentarem passar muito velozmente a nossa frente, vamos ter o 'estalo' de capturá-las. 

Muito se resume a como você se vê e como age e percebe o mundo a sua volta. Então, é o que podemos chamar de atitude criativa. É uma postura treinada, uma mudança ou aperfeiçoamento de mentalidade, de comportamento diante do mundo. 

Nesse momento já posso ouvir você pensando: "Mas eu sempre fui muito comportado diante dos fatos, da vida, etc". Então, respondo: "Descomporte-se (pelo menos) de vez em quando".

No seu livro sobre roteiro de cinema, Robert Mckee (*2) diz:

"A natureza humana é fundamentalmente conservativa. Nós nunca fazemos mais do que temos de fazer, nunca gastamos mais energia do que temos de gastar, nunca arriscamos se não temos que arriscar, nunca mudamos se não temos que mudar. Por que nós deveríamos?".

Um bom exercício para isso pode ser a utilização insistente do bom e velho "Por que?". Você já percebeu a curiosidade das crianças? Ainda mais na fase do "Por que?". É, eu sei que fui uma criança muito chata: queria saber o 'porquê do porquê do porquê' e me lembro que enchia o saco dos adultos 😅.

Mas veja o caso das invenções. A maioria delas surgiu quando alguém começou a questionar: por que isso é assim, por que isso não resolve o problema XYZ, etc.

O filme "Joy: O Nome do Sucesso" (*3) conta a estória da dona de casa Joy Mangano que, em meio a uma crise pessoal, cria o esfregão auto-limpante quando corta a mão ao esfregar a sujeira feita por um copo de vinho quebrado no chão.

 

As ignições estão no ar (ou estamos com a cabeça aberta para o mundo que nos cerca)

Tive uma centelha agora e acho que "descobri" o antônimo de criatividade: medo. Sim, ter medo de mudar as coisas é o que mais acontece no nosso cotidiano. E por que?

Porque para mudar algo, inicialmente temos de enfrentar alguns mitos. Quebrar mitos que existem dentro de toda família, empresa, organização ou sociedade não é nada confortável (a princípio).

Vou me valer de um exemplo como recurso metafórico para demonstrar como os mitos e crenças são fortes e automáticos em nós!

Observe a seguinte situação:

Nos anos 90, um piloto japonês de Fórmula 1 estava testando mudanças que o engenheiro-chefe da equipe buscava para aprimorar os freios do carro. 

Acontece que o piloto ficou totalmente sem freios e com o coração na boca quando da necessidade de uma freada a alta velocidade. Ele parou no box (aposto que não muito satisfeito) para que se fizessem alterações no freio. Ao voltar para a pista, o fato se repetiu. Então ele parou no box p* da vida, sacou o volante e deu na mão do engenheiro, dizendo: "Agora, você dirige".

A sensação de buscar o freio e ele bater no fundo do assoalho sem reduzir em nada a alta velocidade é horrível. É como se uma crença fosse quebrada violentamente. Como se tudo que você aprendeu e acreditou a vida inteira caísse por terra abaixo. 

Mal comparando, mas para demonstrar o poder das crenças, temos o exemplo de Einstein quando do lançamento de sua teoria da relatividade, na qual o tempo deixa de ser absoluto e passa a ser relativo ao ponto de vista individual (se você estiver viajando à velocidade da luz o tempo para de passar).

Fonte: Pixabay (free comercial-no attribution)

Mudanças de crenças e paradigmas dão um nó na cabeça das pessoas e demoram um tempo para serem assimiladas.

Para encorajar posso dizer que, no caso da criatividade, diferentemente do piloto japonês, o medo não é de algo que vai te expor diretamente ao perigo. Ele está relacionado ao receio de sofrer julgamentos e humilhações.

Então, agora é a sua vez de se "arriscar". Você pode começar quebrando pequenos mitos:

  • Ir a um lugar nas redondezas que você sempre quis ir mas ainda não o fez.

  • Experimente coisas que seus amigos disseram que é ruim. Descubra por si. Você pode se surpreender.

  • Vá no Google, ou melhor, pesquise buscadores diferentes e faça uma busca por algum assunto que há muito você vem adiando de conhecer.

 

Comentários, observações, críticas, inspirações? 😄

 

Bibliografia:

(*1) Fonte: Wallner Marc Eric 
http://ww''slideshare.net/SeanFarrell/how-to-unleash-the-creative-mind (Link não mais ativo)

(*2) "Story: substância, estrutura, estilo e os princípios da escrita de roteiro" - Robert Mckee - (Arte e letra, 2006)

(*3) "Joy: O Nome do Sucesso" (Filme) - https://pt.wikipedia.org/wiki/Joy_(filme)

(4) Matéria com mais detalhes sobre Joy Mangano:  http://www.mundocarreira.com.br/empreendedores/conheca-a-historia-de-joy-mangano-a-empresaria-milionaria-que-ganhou-as-telas-de-cinema/

Transformação Criativa
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