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O que Diversidade & Inclusão pode nos ensinar sobre nós mesmos?

O que Diversidade & Inclusão pode nos ensinar sobre nós mesmos?

Você já se perguntou o que tem aprendido com o seu ofício? O que quer que você faça, qualquer que seja sua motivação para fazê-lo, seja qual for a quantia que você embolsa no final do mês ou o que você tem conseguido conquistar; o que você tem aprendido fazendo o que faz?

Sim, tem aprendido, constante e continuamente. Aquele aprendizado que se vai sendo introduzido, internalizado, que se consolida a cada ação que você realiza e que, intencionalmente ou não, movimenta e impacta a realidade na qual você vive e as pessoas à sua volta. Você já se fez esta pergunta?

Esta pergunta começou a surgir e a ganhar muita importância na minha jornada nos últimos anos.

Venho descobrindo, momento a momento, que eu tenho aprendido muito com o meu ofício. Só o fato de trabalhar com Diversidade & Inclusão como o tema principal de tudo o que eu crio e entrego para o mercado, já é, por si só, um emaranhado de aprendizados. Muitos deles eu nem consigo assimilar com facilidade. Mas também venho tomando consciência de que, conforme vamos vivenciando, amadurecendo, conhecendo mais o nosso íntimo, e nos construindo no tempo histórico, vamos decantando nossos aprendizados e enaltecendo aqueles que nos tornam mais e melhores para nós, em primeira pessoa, e para o mundo, por consequência.

Sem dúvida os aprendizados mais importantes até aqui com minhas minhas experiências à frente de projetos de Diversidade e Inclusão foram reconhecer, acolher e lidar com as minhas próprias vulnerabilidades.

Vulnerabilidade. Esta palavra, nova no dicionário do mundo do trabalho, mas tão antiga no dicionário da vida e tão esquecida, ou até desconhecida por nós até pouco tempo.

Estamos saindo da era da competição, em que fomos condicionados dar respostas (e respostas certas) para que pudéssemos ser aceitos, reconhecidos, conquistar nosso lugar ao sol. Uma era em que o erro sequer poderia existir, mas, paradoxalmente, ninguém poderia ousar dizer: não sei. Uma era em que nos escondemos atrás de máscaras, muitas vezes, negando nossa identidade para nos encaixar ao modelo vigente. E no piloto automático da sobrevivência, sem atenção às ciladas desta era (que não foram poucas), fomos atropelando as pessoas, o tempo das coisas e a nossa própria vida. Ficamos doentes e adoecemos os nossos.

Não há nada de errado em dar respostas, mas as repostas precisam de perguntas e – vamos combinar – a tal era do 'conhecimento' nos emburreceu neste quesito.

Esta nova era tem nos presenteado com um novo paradigma. Estamos descobrindo o valor e o poder das relações e da colaboração e, assim, podemos trazer luz à tudo o que negamos ou sequer conhecemos na era que se finda. Deve ser por isso que eu só consegui identificar há pouco tempo minhas vulnerabilidades como aliadas do meu desenvolvimento.

Tenho aprendido que, quando decidimos olhar para nós mesmos e para nossa volta com a lente da diversidade, nos damos conta do quão inclusivos precisamos nos tornar para mudar nosso ambiente e impactar positivamente a vida de muitas pessoas e dos ambientes. É quase que imediato que nossas vulnerabilidades sejam deflagradas porque entre a consciência e a ação existe o processo. E o processo é ambíguo – dolorosamente delicioso e deliciosamente doloroso.

Poder trazer à tona nossas vulnerabilidades – medos e fraquezas, dúvidas (incluindo as que consideramos estúpidas), melindres e absolutos, nossas pequenezas, mesquinharias – é libertador. Se pudermos fazer isso num ambiente coletivo e contar com o acolhimento, escuta, empatia, ajuda e também com as vulnerabilidades de outras pessoas, daremos passos largos à nossa evolução, aprenderemos as fazer as perguntas para cada momento, encontraremos soluções inimagináveis e nos tornaremos mais úteis para a humanidade.

Um abraço caloroso e vulnerável!

Viviane de Araújo :)

Transformação Criativa
Viviane de Araújo
Viviane de Araújo Seguir

Consultora empresarial, escritora, empreendedora e mãe. Ajudo as pessoas a ampliar o olhar sobre diversidade e desenvolver competências para tornar o mundo mais inclusivo.

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