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O mundo precisa rever seus conceitos.

O mundo precisa rever seus conceitos.

Temos arsenal bélico para explodir o planeta 10 vezes e mais. Mas não temos um hospital de reserva nos grandes centros. Nem equipes médicas suficientes.

Milhões de soldados da reserva. Mas nenhuma maneira estruturada de mobilizar uma força médica de emergência. 

Milhões de reais em ajuda a bancos e serviços financeiros que servem pra explorar gente pobre. E ZERO de investimento e saneamento básico.

 

A saúde não tem prioridade. É tudo no improviso. 

Uma hora a conta chega. Ela chegou. E vamos sofrer as consequências.

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É isso. Reset no sistema.

Redefinição de prioridades e novo foco pra superar essa crise e seguir em frente com novos paradigmas.

Mudança total e global.

E, como provou o Darwinismo, não são os mais fortes, mais sim os mais adaptáveis que sobrevivem.

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Como vai mudar? O que vamos mudar? Como vai funcionar? Como as coisas vão “parar em pé“?

Na prática, vai depender muito das ações do governo e do consequente número de casos + mortes pela doença.

2 países vizinhos –– Alemanha e Itália –– estão tendo resultados completamente diferentes frente a epidemia. Itália entrando em colaps equanto a alemanha tratou todos os doentes e tem uma taxa de mortalidade de 0,3%.

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/03/21/alemanha-taxa-de-letalidade-casos-coronavirus.htm

 

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/03/21/alemanha-taxa-de-letalidade-casos-coronavirus.htm

O Brasil caminha pra ter um cenário pior que a Itália. O vírus ainda nem chegou nas favelas...

Em relação aos consumidores:

Eu vejo que as pessoas vão reavaliar as prioridades. Produtos supérfluos vão sofrer bastante. 

A demanda por produtos culturais vai aumentar. 

Quando as pessoas puderem voltar para as ruas, a demanda por espaços públicos de qualidade vai ser gigante. E, aqui em Blumenau, as pessoas vão perceber que não existem muitos espaços públicos de qualidade. Isso pode gerar mudanças nas prioridades da infra-estrutura urbana.

Nas empresas:

- Impactos violentos no caixa.

- Modo de sobrevivência.

- Dependência de atitudes do governo.

- Reuniões que poderiam ser emails: Isso deve ser resolvido agora... 😉

- Mais objetividade em geral.

- Transformação digital na prática

 

Inovações possíveis:

Peter Diamandis, fundador da Singularity University costuma dizer que as empresas que prosperarão, serão aquelas que estão focadas em resolver os problemas da humanidade. Agora isso se torna mais verdade do que nunca.

A nova fronteira de inovação não é mais a tecnologia de comunicação, é a biologia. E vai além, com a convergência de nanotecnologia, genética e inteligência artificial, que a gente vem falando há tempos, e vai ser acelerada pela corrida armamentista contra o vírus.

No tecido social, as demandas das pessoas por cidades melhores para as pessoas. Os governos serão forçados a dar prioridade aos sistemas de saúde. Padrão de dignidade e saúde básica como direito universal para todos, não apenas no papel, mas na prática. Só nessa área já tem muito trabalho a fazer.

Quebra total do corporativismo das atividades especializadas. Tele-medicina vira fato, assim como o atendimento à distância em outras disciplinas de conhecimento (fisioterapia, psicologia, etc). Sistemas de IA/machine learning podem ajudar o profisisonal a ter mais produtividade e efetividade, mas não deverão ser utilizados sozinhos. Uma área para explodir conhecimento e novas soluções.

Sistemas de educação à distância: Ainda são precários. Tem um universo de desenvolvimento a ser feito. 

Muitas tecnologias para integrar e aumentar o engajamento, o entendimento e o rendimento das pessoas. 

Uma base de dados médicos unificada, para que cada cidadão tenha seu histórico médico acessível em qualquer lugar e se saiba o que já foi feito e o que pode ser feito. Aqui tem mudanças grandes na legislação para serem feitas.

Um novo paradigma econômico, o ultra-capitalismo está em cheque agora. É preciso um sistema mais equilibrado. A social democracia dos países nórdicos? O Social-capitalismo da Alemanha? OU um novo Eco-capitalismo, ou eco-socialismo? Eu não sei, mas o sistema global vai ter que mudar.

No futuro, as pessoas vão ser cada vez mais avaliadas pelo real valor que agregam à sociedade, não ao capital qe conseguem alavancar. Já pensou se acabam os juros compostos e a economia passa a ser a valor real? Isso pode acontecer...

Será que os governos vão imprimir dinheiro para resolver imediatamente essa situação. Os EUA são o único país do mundo que podem fazer isso sem maiores consequências... Será que uma renda mínima global, ideia aprovada por diversos pensadores, de Milton Friedman a Thomas Piketty, e defendida no Brasil por Eduardo Suplicy, será implantada para criar um parão mínimo de dignidade para as pessoas e mitigar os efeitos dessa crise mundial?

A OCDE propões que seja implantado um novo Plano Marshall em escala global pra reativar as economias e evitar um colapso dos sistemas financeiros.

Mas, por enquanto, seguimos em compasso de espera, aguardando o que vem pela frente e nos preparando para enfrentar o que vai acontecer. 

 

Transformação Criativa
D.J. Castro
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Publicitário de formação, diretor criativo por mais de 15 anos. Hoje ajudo a criar marcas mais humanas e que geram impacto positivo no mercado e nas pessoas.

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