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O dilema do dinheiro do bem.

Nós, cujo inimigo mortal é o sistema - bem esse capitalismo com todo capital, verba, dinheiro, cash, bufunfa, money -, estamos juntos desenvolvendo técnicas, encontrando meios para derrubá-lo, antes que ele nos derrube. Nos valendo daquela velha frase "Se não pode com inimigo, junte-se a ele.", resolvemos empreender. Nesse ponto já começam os arrepios. Mas seguimos firmes, se tudo gira em torno da bendita economia - o sistema ama o PIB-, bora movimentá-la. A gente é sim capaz de participar desse jogo de maneira diferente. Pensamos e repensamos. Em vez de linear, vamos de circular. Em vez de destruir, vamos proteger, preservar. Em vez de competir, vamos colaborar. Somos criativos, cocriativos, vibramos na abundância, aqui não tem escassez. Aprendemos a usar as mídias ao nosso favor, queremos atingir o maior número de pessoas. Só que de repente vem aquela pergunta: quanto custa? 

E bugamos. Essa perguntinha maldita gera infinitas sinapses no nosso cérebro que só deseja uma sociedade igualitária, um planeta bem cuidado. Quanto custa?

Vamos lá, o cálculo é simples. Basta olhar para toda a cadeia e garanti que todos ganhem o que realmente merecem.  Vixi, complicou! Chegou no topo da cadeia com preço muito alto. E ali ainda existem impostos, contas, salários justos. O preço fica absurdo!!! Respiremos. Dinheiro, por mais que pareça, não é pecado. Temos que aprender a usá-lo se queremos jogar esse jogo. Aprender a cobrar, a receber, a movimentar. 

Tá, mas e aí, vou ser empreendedora para a elite? Por ora, talvez sim.  Parece ser justo a elite urbana pagar pela proteção do meio ambiente e pelo cuidado das pessoas. Se o nosso negócio está pelo bem, ele vai fazer bem para todos, de alguma maneira. Quem sabe um dia, a gente consiga mudar a lógica desse sistema e os negócios sustentáveis sejam para todos. Não será fácil quebrar os grandes, mas temos que lembrar sempre: os grandes não têm medo de dinheiro, e eles estão ganhando dinheiro de uma forma destruidora sem se preocupar com nada. Bora fazer uma grana para viver com dignidade e conseguir mudar a realidade a nossa volta. Ter aversão a dinheiro só nos bloqueia, não nos ajuda a lutar.

Transformação Criativa
Luíse Esquivel
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Sou Luli. Agroecologia é meu estilo de vida. A interação entre todas as espécies e com os outros de nós mesmos é o que me move. Escrevo e canto pra conectar. Sonho com um mundo igualitário e com a natureza em equilíbrio. Sou (somos) natureza.

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