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Inventar não é coisa de gênio, é coisa de gente

Inventar não é coisa de gênio, é coisa de gente

 

Você já deve ter escutado por ai muito dessa história que inventar é coisa de gênio ou que criar coisas novas é coisa de mentes brilhantes.

Muita gente não se sente no direito de criar por não estar no poder de fazer isso. Por achar que não tem as referências corretas ou porque não serve para isso.

Para te mostrar que qualquer um pode e deve criar, vou trazer alguns insights e referências do documentário Everything is a remix e do livro Roube como um artista. Ótimos conteúdos que abordam a criatividade de maneira prática e realista.

Então para começar, vamos entender um pouco das combinações que nos cercam:

Tudo é um remix

Você já reparou em uma música pensando que era a parte de outra? Sabe quando ouvimos algo novo, mas que no fundo já é similar?

Você deve ter respondido que sim, pois estamos falando de um remix. Muito comum na indústria musica, o termo significa uma remistura de elementos, na qual uma música é modificada por um artista diferente ou pelo próprio autor da versão original.

Nada mais é do que um olhar novo para algo que já existe. Uma nova forma de ver uma criação antiga. Uma transformação.

O documentário Everything is a remix aborda este tema profundamente e traz diversos exemplos de coisas que estão ao nosso redor, que na verdade foram formadas por outras coisas e que também estão ao nosso entorno. Elas só precisaram ser combinadas.

As combinações estão tudo

Seja no ramo artístico ou tecnológico. Nada é original. Tudo é na verdade coletado, combinado e transformado.

David Bowie disse certa vez: “A única arte que estudarei é aquela que contém o que eu possa roubar”

Assim como também disse em outras palavras o grande químico Lavoisier: “Nada se perde. Nada se cria. Tudo se transforma.”

Pensando nessa frase, olhe ao seu redor. Como as coisas foram criadas? Ou melhor, transformadas? Qual combinação originou a cadeira que você senta? Ou livro que você lê? Ou televisão que você assiste?

Infinitos são os exemplos que coisas que foram combinadas com outras e se tornaram ferramentas brilhantes.

Um exemplo: A máquina de escrever foi adaptada pelo padre João Francisco de Azevedo de um piano de 24 teclas para que pudesse imprimir letras em papel. Ou seja, a máquina de escrever veio na verdade do mundo da música.

Às vezes até parece loucura, mas todas as invenções, as novas ideais, os novos negócios são assim. Não surgem do nada. São combinações.

Kirby Ferguson, criador de Everything is a remixdeixa claro em sua colocação sobre a motivação de ter criado o documentário: “pareceu uma boa ideia lembrar as pessoas de que criatividade é, por natureza, uma derivação; e todas as ideias são baseadas em outras ideias.”

Não somos originais

Austen Kleo, no livro Roube como um artista, diz o seguinte: “Assim como você tem uma genealogia familiar, possui também uma genealogia de ideias. Você não pode escolher sua família, mas pode selecionar seus professores e amigos e a música que escuta e os livros que lê e os filmes aos quais quer assistir.”

Nós somos as combinações da nossa jornada, das nossas experiências e referências. Então se nada que pensamos é de certa forma original, porque ainda queremos tanto criar coisas originais?

Se estivermos livres do fardo de ser completamente originais, podemos parar de tentar construir algo do nada e abraçar a influência ao invés de fugirmos dela. — Austin Kleo

Abrace as influências e crie

Olhe ao seu redor e seja grato pelas pessoas que criaram essas influências antes de você e estão te ajudando a criar algo hoje.

Assim a criatividade se torna um ciclo eterno de infinitas combinações e é possível entender que cada um pode criar.

Da sua maneira, da sua forma e com as referências que tem a sua volta.

Inventar é uma arte popular — qualquer um pode fazê-lo.

 

Artigo publicado originalmente em Blog Ana Lisa, meu blog pessoal, no qual compartilho minhas ideias e muita mistura de arte e tecnologia.

    

Transformação Criativa
Ana Catarina Abel
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Product manager, produtora de conteúdo e embaixadora na WWWiT. Meu objetivo é inspirar as pessoas, principalmente outras mulheres, a encontrar a sua essência aliada aos pilares de criatividade, inovação e sustentabilidade.

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