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Eu tenho dinheirofobia e uma empresa sustentável!

Olá a todes, me chamo Sheila Reis, tenho 29 anos, sou casada, sou bióloga e mãe de plantas.

Fui ensinada a trabalhar para as outras pessoas, que isso era sinal de estabilidade e sucesso profissional, minha mãe e irmão são funcionários públicos e meu pai autonômo. Fui desestimulada a continuar  minha graduação com a ideia que bióloga não ganha dinheiro e que eu deveria ser outra coisa.

Meu primeiro contato com dinheiro meu, foi também a minha primeira ida ao banco aos 18 anos, fui levada para abrir uma conta universitária, mas não me ensinaram o que fazer com o dinheiro que eu ganhava. Comecei a trabalhar pra mim, como manicure, fazia suuuper bem esse serviço e tinha clientela, mas morria de vergonha de cobrar, afinal eu nem sabia o custo que eu tinha e o valor do meu tempo. Evitava ter mais clientes inclusive.

Há dois anos eu abri uma conta no instagram para mostrar meu dia a dia com minha descoberta: uma composteira doméstica. Comecei a mostrar como eu fazia, o que estava acontecendo e foram chegando seguidores, alguns se interessaram em troca de informações e outros em comprar composteiras. Demorei meeeses até fazer minha primeira venda e depois foram mais uns booons meses até a próxima.

Hoje, eu continuo com medo de cobrar pelo valor do meu tempo e dos meus produtos, já fiz diversas promoções, sorteios e descontos, faltava quase dar de graça ou empurrar para as pessoas. Ainda continuo com esse medo de lançar um curso e não ter alunas, de falar o preço das composteiras e desistirem da aquisição.

Depois de 2 anos de empresa, muita coisa mudou, percebi que fazer planejamentos atrai mais clientes, mais curiosos e também contribuiu para o melhor mês de vendas. Não sei fazer a contabilidade corretamente, mas estou sempre atenta a entradas e saídas, estou buscando informações para tornar a precificação mais justa e fácil pra mim e pro outro.

Ter dinheirofobia é uma crença limitante bem forte na minha vida, mas percebo que está sendo ressignificado, quebrado aos poucos e vejo que é necessário a valorização dos meus conhecimentos e receber por essas informações, já que elas são tão importantes para ter um mundo mais sustentável.

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