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E você faz o quê, mesmo?

E você faz o quê, mesmo?

Criatividade. Pena que essa habilidade ainda não é uma profissão.

Enquanto concluía meu cadastro aqui na Transformação Criativa, me deparei com essa caixa chamada "Profissão" e confesso que passei alguns segundinhos olhando pra ela - "puxa, será que nessa caixa só cabe uma coisa?". Você já se sentiu assim?

Há 2 anos construo minha jornada empreendedora, pilotando meu próprio destino. Sou apaixonada pelo conceito de carreiras multipotenciais, slash career, e finalmente entendi que me enquadro no fenômeno (ou categoria) em desenvolvimento chamado de "Gig Economy". Isso tudo é muito sexy na hora de falar e muito confuso na hora de viver. Mas como acredito que é no caos que vamos encontrando o caminho, persisto e insisto.

Voltando à caixa da profissão, continuo pensando se essa caixa fará sentido dentro de alguns anos. Se você fizer algumas pesquisas rápidas na internet sobre o Futuro do Trabalho, vai perceber que muita água vai rolar. Muita mudança está pra chegar - e rápido - naquela caixa que hoje chamamos de profissão. Vou compartilhar com você três mudanças que chamam a minha atenção de um jeito especial. Vamos lá!

1. O futuro é humano.

Enquanto um ser humano aprende de forma linear, uma máquina aprende de forma exponencial. A tecnologia veio para ficar e para transformar nossas relações e a maneira como vivemos, nos comunicamos e trabalhamos. Talvez na sua cabeça já tenha se formado um cenário ao estilo Minority Report, Jetsons, ou Black Mirror (pra não denunciar a minha idade). Mas tem uma peça importante que fica faltando nessa (r)evolução tecnológica... e essa peça é chamada alma. Existem algumas coisas que apenas o ser humano é capaz de fazer e é exatamente na sua humanidade que o profissional-humano irá encontrar relevância. 

    2. Habilidades > Diploma.

    Se os diplomas, por muito tempo, foram uma validação formal de que você possui um determinado conhecimento, o trabalho do futuro vai exigir que você seja um grande resolvedor de problemas e mostre que você, de fato, sabe fazer. Mais do que saber, é tempo de saber fazer. Nesse contexto, as chamadas Soft Skills ganham destaque e habilidades como: criatividade, empatia, inteligência emocional e pensamento crítico passam a constar na lista das habilidades necessárias ao profissional do futuro segundo o Fórum Econômico Mundial (espia aqui). 

    3. Você é a sua marca.

    Diga adeus à invisibilidade corporativa. No passado, um profissional podia fazer uma escolha de carreira e permanecer coladinho nela por 30 ou 40 anos sem precisar trocar um cartão ou sequer pensar em expandir sua rede de relacionamentos para além da "firma" onde trabalhava. Estamos evoluindo de "funcionários" para "prestadores de serviço" e enquanto as caixinhas profissional/pessoal vão se fundindo cada vez mais, você precisa se dedicar à construção da sua marca. Sim, sua reputação importa e vai importar cada vez mais na nova economia. Produzir conteúdos para afirmar sua autoridade, nutrir sua rede de relacionamentos e entender que você também é uma "eupresa" cuja trajetória precisa ser planejada são ações que podem fazer a diferença.

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    Já não me sinto representada pela profissão que consta em meu diploma (publicitária) embora eu acredite muito em vender ideias. Também não me sinto completa em dizer que eu sou especialista em marketing, apesar de o empreendedorismo estar me ensinando tanto sobre o valor que nosso trabalho gera para os clientes. Tampouco me sinto à vontade para afirmar que sou professora (preciso ter um mestrado pra isso, não preciso?) mesmo que a paixão por aprender e disseminar conteúdos seja intensa e faça parte dos meus dias. 

    Enquanto a #criatividade não é considerada uma profissão, sigo confiando que essa importante habilidade, tão humana e tão revolucionária, poderá te ajudar e me ajudar - seja qual for a carreira que o futuro nos apresente. 

    Isso faz sentido pra você? :)

    Transformação Criativa
    Ariane Cereda
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    Uma criativona que está aprendendo a empreender. Gosto da ação, da provocação e da inspiração. As minhas várias bolhas formam uma espuma de: comunicação, marketing, educação e empreendedorismo. E as suas? :)

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