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Dinheirofobia e alimentos orgânicos

Sempre me questionei sobre os preços praticados pelos mercados entre alimentos orgânicos e não orgânicos e isso norteou minha pesquisa de mestrado. Estudei sobre as estratégias de comercialização de pequenos agricultores familiares, com produção orgânica certificada e acabei descobrindo um mundo bem cruel por trás de grandes marcas que encontramos no mercado. Segundo dados da minha pesquisa, relatado pelos próprios agricultores, o custo da produção orgânica não é superior à produção convencional, porém, o que se pratica pelas grandes distribuidores é elitização do termo orgânico. Por isso, sou cliente, defensora e entusiasta da compre DIRETA com os agricultores, em feiras ou cestas de entrega.

Assim, destinamos nosso dinheiro para quem produz, que vende por preços JUSTOS, e não é explorado pelas grandes marcas. Além disso, as feiras são ótimos ambientes de troca de experiências e aprendizado.

Infelizmente, com os resultados obtidos na  minha pesquisa de doutorado (segui no mesmo caminho, por que é o meu propósito), não são todos os municípios que têm feiras disponíveis. Mas, para os municípios que têm, fica aqui o meu apelo e incentivo. 

Não caia no conto de que o orgânico/agroecológico é muito mais caro, com base apenas nos preços do mercado. O que torna esse valor mais alto é o nível do canal de comercialização, com muitos intermediários, além da elitização do termo.

Para quem tiver interesse, tenho alguns artigos publicados sobre o tema e também trago algumas discussões na página do instagram @maispaninho

 

Vamos juntos mudar um hábito!!

Transformação Criativa
Bethânia Rodrigues
Bethânia Rodrigues Seguir

Administradora, doutora em engenharia de produção, empreendedora e professora universitária. Sou defensora e atuante na função de lembrar que a responsabilidade sobre os resíduos é COMPARTILHADA.

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