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Criatividade através da disciplina do esporte

Criatividade através da disciplina do esporte

Esses dias contei no meu trabalho que tinha combinado com um amigo de jogarmos bola, mas que, para não ter aglomeração, a gente iria só brincar de gol a gol. Ou uma brincadeirinha de toque, altinha, qualquer coisa que fosse só eu e ele, afinal, estamos tentando respeitar o distanciamento. “Mas qual é a graça?”

Fiquei encafifada, porque para mim, só ter uma bola no pé já é muita graça, mas acima de tudo, porque lembrei que essa já tinha sido uma questão durante a minha infância-adolescência. Eu venho de uma família de atletas e tive essa educação super ativa. No futebol, dos 8 aos 15 anos, sempre gostei mais dos fundamentos do que dos jogos. E claro, era uma particularidade minha, então vivia entrando em conflito com os coleguinhas. Mas na hora do jogo, me destacava. No sapateado era a mesma coisa. No jazz e na natação também.

É incrível como a maneira que eu fui criada reflete no que sou hoje, e devo muito disso aos esportes: o trabalho em equipe, a independência, a socialização, o respeito a rotina, a concentração e, principalmente, a disciplina.

 

Robert Greene, o autor de “As Leis da Natureza Humana” disse:

“A criatividade é a combinação entre disciplina e um ânimo infantil.”

 

Eu acredito fielmente que alguns fundamentos do esporte podem – e devem – ser aplicados na nossa vida a fim de promover um ambiente mais autêntico e saudável para exercer a criatividade. Em um relato ao estilo fast food, trago aqui algumas coisas que aprendi na minha vivência com essas práticas. Vamos aquecer para jogo?

 

Alongar é necessário. Todos os dias.

Quantas lesões já foram evitadas porque um alongamento foi bem feito? E tantas outras já me levaram ao hospital pela ausência dele.

Preparação é uma responsabilidade diária e constante. Ainda que você faça a mesma coisa todos os dias, é bom fazer um check up consigo mesmo regularmente: o discurso está coerente? Você tem tudo que precisa? É hora de atualizar alguma coisa?

 

Chute na trave às vezes é acerto.

Aquela velha história: tudo é questão de ponto de vista. Um dos exercícios de precisão que nós tínhamos era acertar no lugar marcado nas traves. No campeonato, ai de mim acertar um travessão, mas para que isso não acontecesse, os chutes nele eram indispensáveis.
O que eu quero dizer com isso? Que às vezes a gente precisa treinar muito no que parece o lugar errado, para fazer bem feito quando chegar a hora do “vamo vê”.

 

Dobre os joelhos.

Tenha sim as expectativas lá no alto, mas esteja preparado para amortecer a queda. Às vezes a gente coloca toda a nossa potência para dar um impulso, mas esquece que na voltar precisa ter a mesma força.

 

A sabedoria está no livros e nas salas de aula, mas também está nos campos, nos palcos e nos mares. É só procurar. E absorver.

Transformação Criativa
Maiara Mota
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Profissional de recursos humanos e mais um monte de outras coisas, sou uma multipotencial em ebulição. Escrevo monólogos sobre trabalho e criatividade, mas pode ser que você encontre umas receitas por aqui.

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