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Como fazer a sua marca ser lembrada no mercado

Como fazer a sua marca ser lembrada no mercado

É através da identidade e imagem de marca, que sua marca será lembrada.

Identidade e imagem de marca, é uma das principais dicotomias que nós temos no branding e que vai nortear as dinâmicas da gestão e da construção da marca.

É um dos conceitos mais simples, mas é fundamental para a construção de uma marca.

Vamos começar pelo básico...

Qual a diferença entre a identidade e a imagem corporativa?

Identidade corporativa é o que a empresa é enquanto a imagem corporativa é a forma com que a empresa é vista.

Hoje em dia muitas pessoas entendem esse conceito, mas não o carregam com elas na hora da gestão

Para simplificar a questão vamos eliminar a palavra corporativo da nossa explicação

E para simplificar ainda mais vamos pensar…

Qual a sua primeira forma de identificação?

Talvez você tenha pensado na sua aparência ou no seu nome.

Você não escolheu o seu nome mas efetivamente o nome que você carrega diz algo pro mundo a respeito de você, não estou dizendo que diz algo verdadeiro a respeito de você, mas comunica alguma ideia, alguma coisa.

Se você é mulher e seu marido ou namorado diz que vai fazer hora extra até mais tarde no escritório a primeira pergunta que você vai fazer é: com quem?

Espero que não seja o seu nome, não fique ofendida, mas se ele disser, com a Sharon, Micaela, Desiree, provavelmente a resposta será não, porque são nomes que carregam uma energia sensual

Mas se ele responder que vai estar trabalhando com a Aparecida talvez não tenha problema, e olha que eu conheço algumas aparecidas que são mulheres incríveis.

A mesma coisa se você tiver que trabalhar com o Danilinho ou com o Ricardão, não vai mesmo! Mas se for com o Alfredo tudo bem (se você chama Alfredo me desculpe, mas assim como Daniel não é um nome sensual).

Essa é a questão do nome, normalmente representam uma percepção.

E aqui começa um dos dilemas que nós temos com a nossa identidade e com a nossa imagem, por que uma das principais referências da nossa identificação não representa quem a gente efetivamente é, por que seu nome e sua aparência não definem você, e assim como seu nome,  a sua aparência você também não escolheu, não escolheu ser branco, negro, oriental, alto, baixo, mais de alguma forma quando as pessoas olham para você elas te julgam pela sua aparência.

Eu não escolhi ser míope, mas quando as pessoas me veem de óculos elas me julgam mais inteligente, me dizem que tenho cara de professora.

Essa dinâmica que nós temos de julgar os outros, ela realmente ocorre e é o que as pessoas chamam de pré-conceito.

Mas pré-conceito é uma dinâmica que vai acontecer o tempo todo quando a gente fala de construção seja da marca corporativa ou da marca pessoal, porque as pessoas vão julgar aquilo que você mostra, aquilo que você comunica, aquela foto que você posta, antes mesmo delas saberem quem você é.

Quando a gente tem essa dificuldade de que o nosso nome ou nossa aparência não traduzem quem a gente é, o que a gente faz?

A gente pinta o cabelo, escolhe por um salto, escolhe roupas que traduzam nossa identidade e escolhe até algumas marcas que efetivamente nos ajudem a dizer quem nós somos.

Nós escolhemos apelidos ou nomes artísticos, ou abreviamos nosso nome para inspirar mais confiança, o que eu estou fazendo aqui é mostrar que aquilo que a gente aparenta ser, a maneira que a gente se comunica cria a imagem e a expectativa no outro do que nós somos ou no caso das empresas aquilo que elas são.

Mas nossa aparência não representa o que nós somos, o que nos define é nossa personalidade, e ela tem um histórico que é formado pela nossa vida, nossas experiências, nossa cultura, nosso presente, nosso DNA e até pelo nosso futuro, por aquilo que desejamos alcançar e que aspiramos ser.

Tudo isso molda nossa personalidade hoje, mas se hoje nós temos um nome e uma aparência que não comunica quem nós somos, nós entramos nesse dilema, e é por isso que mudamos nossa aparência e nosso nome para comunicar aos outros aquilo que a gente realmente é, a nossa personalidade.

E como definir nossa personalidade de marca?

Através de uma imersão para identificar nossa propósito, valores, características, linguagem e tom de voz.

Isso tem que estar muito claro, por que essa personalidade (identidade) pode ser diferente da nossa imagem (percepção) e isso decepciona os outros a nossa volta.

Vou dar um exemplo:

Dois homens, um executivo de terno formal e um hippie super descolado.

Qual você contrataria para um investimento de alto risco na bolsa de valores?

Sempre que eu mostro essas imagens nas minhas aulas, as pessoas escolhem o homem mais conservador e me dizem que ele parece ser mais inteligente, mais responsável, mais confiável, mas a gente sabe que confiabilidade e inteligência não têm nenhuma relação com a aparência, mas é assim que o nosso cérebro funciona, mesmo que você não tenha nenhum preconceito você acharia o homem de terno mais inteligente.

E é essa forma de julgamento que acontece em menos de 15 segundos e que todos nós temos quando vemos alguém passar na rua, ou quando entramos numa sala de aula, a gente logo identifica, aquela ali é mais interessante para sair tomar uma cerveja, mais aquele ali é quem eu vou chamar para fazer trabalho.

São pré-julgamento e preconcepções, nem sempre negativas ou positivas. A verdade é que as pessoas vão formar uma opinião sobre você, querendo você ou não.

Agora vamos imaginar que esses dois homens não são pessoas, são marcas corporativas, o que isso representa?

Representa que o homem que tem um estilo mais despojado para conseguir que você faça os seus investimentos com ele vai ter que te paparicar mais, te ligar mais vezes, te dar um desconto, fazer um esforço maior em relação a outra que passa muito mais confiabilidade e muito mais seriedade.

No mundo das marcas é exatamente isso que acontece, quando a imagem da sua empresa, aquilo que é formulado na cabeça das pessoas a partir daquilo que você comunica e que teoricamente deveria traduzir a sua identidade, não é bem construída e não é bem formulada, você tem que fazer um esforço maior para convencer o outro de que seu produto é bom, de que você tem qualidade, de que vale mais a pena fechar com você e muitas vezes você tem que insistir, dar um desconto, negociar, fazer muito mais publicidade muito mais divulgação só para ter o mesmo resultado de alguém que logo de partida criou a imagem de ser mais inteligente e confiável.

É essa dinâmica que a gente tem que entender das marcas, e é por isso que construir marcas é tão importante, por que quem cria a percepção correta leva vantagem.

Mas percepção é também uma relação de contexto, vamos mudar o contexto, eu não estou mais falando de investimento, vamos supor que você está contratando um arquiteto para um projeto de uma loja de surf.

Aquele que antes parecia mais confiável e inteligente vai te fazer pensar que ela fará algo muito bege, muito conservador, muito clean, o outro sim vai conseguir traduzir essa ideia descolada na arquitetura.

Então não existe uma relação de positivo ou negativo, bom ou ruim, certo ou errado, é uma relação de expectativa.

Se você estiver querendo contratar um designer criativo e ele vier de terno e gravata você vai achar que ele não é criativo, se você está querendo contratar um executivo de contas e o cara vier todo descoladão e de regata, você provavelmente vai achar que não é uma boa escolha.

Sempre vai depender do contexto, ter uma tatuagem pode ser algo extremamente positivo em um mercado e negativo em outro.  E isso não tem certo nem errado, a verdade é que sempre vai haver um julgamento e isso é pelo que você aparenta ser e não necessariamente pelo que você é no contexto que você está, isso vale para as marcas empresariais e para as marcas pessoais.

Seu público vai formar uma opinião sobre você, quer você queira ou não, e no caso das empresas a logo é uma manifestação daquilo que você é.

A identidade corporativa é a sua cultura, seus valores, seus diferencias, é aquilo que você tem pra trazer efetivamente para o seu mercado, mas se você não torna  isso tangível no nome e no logo, nunca ninguém vai perceber.

Assim como nós expressamos quem somos pelo corte de cabelo, estilo das roupas etc. É  necessário que as empresas também expressem seus diferenciais, pois é através disso que seu público vai formar uma imagem sobre sua empresa, sobre quem verdadeiramente ela é.

Então identidade: é quem a marca é e o que ela tenta materializar e comunicar através da sua identidade de marca e pontos de contato com o cliente.

Não é apenas uma logo, é conjunto de valores, propósito, cultura, essência, aquilo que efetivamente torna a sua empresa única no seu mercado. E obviamente você tem controle sobre todas as manifestações dessa identidade corporativa – seu nome, seu logo, sua publicidade, a forma como você atende o cliente.

Imagem: é a coletânea de impressões e percepções que o público tem da marca – e que não pode ser controlada – mas pode ser influenciada. Mas a imagem corporativa está fora do seu controle, você não controla a forma como as outras pessoas enxergam a sua marca e enxergam a sua empresa, você consegue influenciar, através de uma boa gestão dos seus pontos de contato, mas você não consegue controlar.

A imagem da sua marca mora na cabeça de cada uma das pessoas com as quais você tem contato, é na cabeça delas que a imagem existe e na cabeça de cada uma delas a imagem pode ser diferente.

O trabalho de Branding é justamente construir essa percepção intangível sobre a marca da empresa.

Para sua marca ser lembrada ela precisa criar uma estratégia que tenha ressonância emocional e que gere identificação com o público, isso começa na definição de propósito e valores e se estende para a identidade visual e todos os pontos de contato com o cliente.

Mas cuidado, a promessa de marca precisa estar alinhada com a entrega, não há branding que sustente uma entrega ruim.

 

Transformação Criativa
Daniella Rodrigues
Daniella Rodrigues Seguir

Pensante, falante e empreendedora, aos 40 anos me orgulho de ter dedicado minha vida ao desenvolvimento de pessoas e negócios. Atuo como estrategista de branding ajudando empreendedores a construírem negócios lucrativos e marcas com propósito.

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