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A Linha tênue entre o sentir e o dizer que você sente

A Linha tênue entre o sentir e o dizer que você sente

Tenho lido muitos artigos sobre o futuro do trabalho e a frase que mais gostei até então foi “No passado trabalho era sobre esforço físico, no presente é sobre pensar e no futuro será sobre sentir” (Minouche Shafik), que inclusive foi publicada no Instagram pelo pessoal do Transcriativa.

Ler essa frase, me fez voltar a um pensamento que tive há um tempo atrás sobre a linha tênue entre o sentir e o dizer que você sente.

Hoje em dia temos muitos conteúdos sobre o lado sutil da vida e cada vez mais acesso a procedimentos holísticos, independente de religião e se você acredita ou não, que podem nos ajudar a encontrar respostas: meditação, Theta healing, reiki, barra de access e por aí vai.

Busco sempre entender comportamentos, emoções, padrões, mas tem uma coisa que eu ainda não consegui entender e que é muito pouco falado/valorizado, tem pouquíssimos estudos sobre mas que todo mundo tem: a intuição, ou o famoso feeling, como preferir. Aquela vozinha que nos diz o que fazer ou o que não fazer e que muitas vezes insistimos em não ouvi-la.

Algumas pessoas possuem a intuição mais forte, outras mais fraca, mas eu tenho certeza de que você já ouviu alguém próximo dizer: sei lá, minha intuição diz que é pra ser assim ou fazer assado…

No curso Reaprendizagem Criativa do Murilo Gun, que fiz nessa quarentena, ele trouxe a seguinte reflexão: “A intuição, é, como a criatividade, uma espécie de “músculo”, que se a gente sempre ignora, nunca ouve, sempre deixa pra lá, a gente não se familiariza com ela e não entende como ela funciona”. Para mim, criatividade e intuição se complementam e nos tornam únicos, por ser a forma mais genuína de nos expressarmos.

Porém, meu medo ao termos muito acesso e entendermos que esse é o futuro do trabalho, é que o “sentir” se torne clichê assim como muitas palavras que têm significados fortíssimos se tornaram comuns em frases motivacionais das redes sociais (gratidão e empatia são algumas delas).

Precisamos olhar com atenção a essa nova “skill” que, muitos já entenderam o real significado e sabem como e onde utilizar mas, muitos ainda podem utilizar como justificativas de ações (ah, eu senti que deveria ser assim) somente pelo fato de saber a importância e impacto que o verbo vai causar na frase.

Por isso, deixo aqui a minha reflexão de que existe uma linha muito tênue entre o sentir e o dizer que você sente, vai de cada um de nós compreender e não nos sabotarmos utilizando como bengala de explicações. 

O sentir é o mais bonito de nós, deixa fluir… 

Transformação Criativa
Maysa Guetner Môro
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Entusiasta da vida e ímã de conversas profundas. Pela lei natural dos encontros, vivo deixando e recebendo um tanto.

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